quarta-feira, 28 de outubro de 2009

O Humano, A Evolução e A Máquina

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O Humano
Somos todos que estão lendo isto chamados de humanos (pelo menos por enquanto) entendemos o mundo a nossa volta, sabemos interagir com ele e deixar às vezes ele interagir a nosso favor, nossa capacidade de analise é superior que as outras espécies, no que tange a sobrevivência ela é muito maior, tal como somos estamos a poucos mil anos neste mundo um pequeno piscar de olhos na história de nosso planeta e um pensamento rápido na história do espaço-tempo, mas mesmo assim conseguimos fazer muitas coisas que outros animais não conseguem, apesar de não concebidos desta maneira pelas forças evolucionárias, somos o animal mais rápido, o mais forte, o que tem a melhor visão, a melhor resistência, a maior inteligência em praticamente tudo hoje somos melhores que os outros animais, mas estamos caminhando para sermos absolutamente os melhores até em longevidade. Você deve estar achando que sou maluco, talvez, mas vou explicar melhor minha teoria.

A Evolução

Muitas pessoas tendem a achar que o humano é a espécie mais evoluída existente na Terra, bom isto até pode ser verdade, mas só se você colocar pontos de vista.
Vamos pensar da seguinte maneira a milhões de anos atrás um tronco evolucionário especiou em dois ramos um os primatas como o chimpanzé e outro os primeiros hominídeos, os primatas diferentes dos hominídeos são muito mais capacitados a sobreviver na selva primitiva eles tem até hoje um olfato melhor e instinto muito superior ao humano, eles conseguem sobreviver só com o que existe na floresta, eles não plantam nada, não armazenam nada, não criam nada, os hominídeos tinham grandes dificuldades para conseguir isto, a evolução não foi grata com eles, os tornou inaptos a sobrevivência nas florestas e em cima das arvores, não tinham as habilidades que os outros primatas tinham, tiveram que descer das arvores e ficar a mercê dos predadores, mas sem saber (lógico) a evolução pelo acaso criou seres que tinham que pela primeira vez utilizar algo que a natureza não deu para eles para poder sobreviver, quando o primeiro hominídeo pegou o primeiro pedaço de pau e matou o primeiro predador para se proteger e não para se alimentar estava ai sentenciada a dependência humana por outros objetos que não só o próprio corpo. Após alguns passos evolucionários sobrou o homo-sapiens que de todos os hominídeos que estiveram aqui é o hominídeos mais tosco em termo de força, instinto, rapidez entre diversos outros atributos físicos, os australopithecus por exemplo tinham uma capacidade de regenaração (cortes e partes quebradas do corpo) muito maior que o homo-sapiens, isto é, o australopithecus era muito mais adaptado naturalmente ao mundo, já o homo-sapiens necessitava (e necessita) de artifícios para ter esta adaptação, mas isto não foi de forma alguma uma coisa ruim para estes hominídeos mais desajeitados pois na falta desta habilidades eles usaram a natureza para dar isto a eles, veja bem solte hoje uma família na natureza e proíba ela de utilizar qualquer artifício que não seja o próprio corpo para sobreviver, presumo que em poucas semanas não teremos mais nenhum deles vivos. Concluindo, somos totalmente dependentes do que criamos para não só facilitar nossa sobrevivência, mas principalmente para viabilizar a sobrevivência, minha visão é que sem a tecnologia não estaríamos aqui, um simples pedaço de pau talhado para matar um predador é uma tecnologia, usar uma cambucá para guardar água para a época de seca é uma tecnologia, usar o fogo para queimar a gordura e amaciar os músculos da presa para facilitar a digestão é uma tecnologia, e nenhum outro animal usa isto. Somos os seres mais toscos que a evolução criou, ainda bem, porque com a curiosidade conseguimos criar máquinas.


A Máquina

Tudo que o humano é depende de outrem e não é de deus que estamos falando (lógico que não) estamos falando das máquinas, as máquinas em minha opinião não foram concebidas inicialmente para facilitar a nossa vida, mas sim para a sobrevivência, até hoje utilizamos as maquinas para sobreviver, por exemplo, depois da revolução industrial tivemos significativo aumento médio da vida dos seres humanos, logicamente em minha opinião pelo aumento de máquinas, sem as maquinas não sobrevivemos ao mundo hostil. Hoje a adaptação a sobrevivência de muitas pessoas necessita exclusivamente das máquinas, engenheiros que não sabem utilizar um computador estão fadados ao fracasso, não existe nenhuma empresa de terraplanagem que use as mãos para escavar e os pés para compactar, usamos máquinas para isto, e em tudo que olhamos as máquinas estão conosco, logo concluo que apesar da evolução não ter nos dado artifícios para sobrevivermos ela por acaso nos deu a curiosidade fator fundamental para utilizarmos maquinas para suprir nossa deficiência evolucionária, somos mais rápidos que leopardos graças ao carro, enxergamos melhor que uma águia graças ao telescópio e ao microscópio entre outros como até o raio x, vivemos mais graças as vezes e muitas vezes graças a seringa, imaginem a dificuldade de fazer um tubo metálico com décimos de milímetro, portanto todos os seres humanos são meio animal e meio máquina e isto não precisa estar integrado ao humano, apesar que para muitas pessoas um celular é mais importante que vários órgãos, ou seria o celular mais um órgão? Quem vive sem um celular?


Resumindo estou elaborando um modelo matemático (mais gráfico no começo) para explicar a evolução de seres humanos mais “maquina” contra seres humanos mais naturais. Vamos ver no que vai dar.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Saramago

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Este escritor português com 87 anos (é incrível fico pasmo) lançou recentemente o livro "Caim" que vem fazendo um estardalhaço na Europa, todos estão contra o ganhador do Nobel de Literatura, vamos a algumas declarações dada a uma reportagem sobre este novo livro de Saramago

O titulo:

Deus não existe fora da cabeça das pessoas

Começa ótima a reportagem isto é com certeza uma verdade, deus só existe na cabeça dos que acreditam, fora da cabeça, deus não se manifesta, não é nenhuma força, não é nenhuma entidade, nada, absolutamente nada.

Continuemos:

Ubiratan Brasil - O Estado de S. Paulo

FRANKFURT - Da doença que quase lhe custou a vida no ano passado, José Saramago exibe poucos resquícios, como uma magreza ligeiramente mais acentuada que a habitual. A língua, porém, continua ferina e, prestes a completar 87 anos (em novembro), o escritor português comemora o lançamento de um novo livro, Caim (Companhia das Letras, 176 páginas, R$ 36, à venda a partir de segunda-feira), disparando críticas a torto e a direito.

O ESCRITOR - 'O cérebro humano é um grande criador de absurdos. Deus é o maior deles', garante ele Primeiro, contra um desafeto antigo, Deus - se em O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991) apresentou sua provocativa visão do Novo Testamento, em Caim Saramago volta aos primeiros livros da Bíblia, do Éden ao dilúvio, ao mostrar a jornada do personagem principal, depois de assassinar seu irmão Abel. Em seu trajeto, Caim amaldiçoa o amargo destino reservado por Deus.

Nesta semana, quando esteve em Turim para o lançamento de sua obra anterior, O Caderno (seleção de textos divulgados em seu blog), José Saramago revelou seu desprezo pela crença dos religiosos, em especial os católicos. Ele chamou o papa Bento XVI de "cínico" e disse que a "insolência reacionária" da Igreja precisa ser combatida com a "insolência da inteligência viva". "Que Ratzinger tenha a coragem de invocar Deus para reforçar seu neomedievalismo universal, um Deus que ele jamais viu, com o qual nunca se sentou para tomar um café, mostra apenas o absoluto cinismo intelectual desta pessoa."

Incrivelmente lúcido foi Saramago nesta declaração sempre tentei escrever como pode um ser como o Papa podia existir, estudado e com boa bagagem de vida ele só pode ser um cínico, sem duvida.


Na Itália, o escritor aproveitou para novamente criticar o primeiro-ministro Silvio Berlusconi. "Assim como a eleição de Barack Obama foi um sinal de esperança para o mundo, a sentença da Corte Constitucional contra a imunidade de Berlusconi é um sinal de esperança para o povo italiano, que deve retomar seu caminho", afirmou o escritor.

Ele se referiu à queda da Laudo Alfano, lei que garantia imunidade penal aos quatro maiores cargos do governo da Itália, inclusive o primeiro-ministro, e que foi derrubada pela Justiça na semana passada. Com isso, Berlusconi voltará a responder pelos processos nos quais é citado.

É possível, portanto, que Saramago continue desferindo seus golpes verbais amanhã, em Penafiel, cidade portuguesa que lhe fará homenagem e onde ocorre o lançamento oficial de Caim. Sobre essa obra, que foi apresentada à imprensa mundial em Frankfurt, durante a Feira do Livro, Saramago respondeu, por e-mail, às seguintes do Estado, também sob um certo mau humor.

A ideia de 'Caim' surgiu há alguns anos, mas o senhor já disse que a história só começou a tomar forma em dezembro do ano passado. Por que justamente nessa época?
Não perguntamos a uma maçã por que amadureceu naquele momento e não noutro. Neste sentido o escritor é uma maçã, tem uma ideia, desenvolve-a pouco a pouco, até que sente que está pronto para começar a escrever. O que há de mais complicado nesse processo se passa no subconsciente, um subconsciente que trabalha por conta própria e só depois apresenta os resultados.

Em outra entrevista, o senhor disse também que utiliza seus romances como veículo para reflexão sobre a vida. Em que aspecto a religiosidade é cabível na reflexão proposta por 'Caim'?
Caim é um livro escrito contra toda e qualquer religião. Ao longo da História, as religiões, todas elas, sem exceção, fizeram à humanidade mais mal que bem. Todos o sabemos, mas não extraímos daí a conclusão óbvia: acabar com elas. Não será possível, mas ao menos tentêmo-lo. Pela análise, pela crítica implacável. A liberdade do ser humano assim o exige.

O senhor acredita que o tom antirreligioso de 'Caim' provocará semelhante celeuma como aconteceu com O Evangelho Segundo Jesus Cristo? Pergunto isso porque, em 'A Viagem do Elefante', são postas a nu muitas das hipocrisias da Igreja Católica - os católicos já se acostumaram com José Saramago?

Eu não gostaria mesmo que se acostumassem, mas espero, se forem sensatos, que não se metam com um livro que não lhes diz respeito.

Se O Evangelho Segundo Jesus Cristo despertou a ira de parte da comunidade católica mundial quando lançado, o senhor acredita que 'Caim' provocará o mesmo entre os religiosos judeus?
É possível. Será necessária uma argumentação muito retorcida para explicar e justificar os atos de barbárie de que a Bíblia está repleta. Em todo o caso, tenho a pele dura. Nada do que possam dizer me surpreenderá.

O senhor ainda sente necessidades de ajustar contas com Deus, mesmo acreditando que ele só existe na cabeça das pessoas? (pergunta besta do reporter, como você vai ajustar contas com algo que não existe?)

Deus não existe fora da cabeça das pessoas que nele creem. Pessoalmente, não tenho nenhuma conta a ajustar com uma entidade que durante a eternidade anterior ao aparecimento do universo nada tinha feito (pelo menos não consta) e que depois decidiu sumir-se não se sabe para onde. O cérebro humano é um grande criador de absurdos. E Deus é o maior deles.

Homenagem

José Saramago é o homenageado da 2.ª edição da Escritaria, festival literário que haverá na cidade portuguesa de Penafiel. Amanhã à noite, ocorre lá o lançamento oficial de Caim, fechando o evento. Convidados especiais são esperados, como os brasileiros Fernando Meirelles e Nélida Piñon. O cineasta, aliás, participa hoje de uma conversa com o público após a exibição de seu filme Ensaio Sobre a Cegueira. Um documentário inédito, aliás, foi visto pela primeira vez pelos portugueses - chama-se apenas José Saramago e foi dirigido por António Castanheira. O escritor ainda será lembrado por um projeto arquitetônico encomendado pela prefeitura da cidade e inspirado em sua obra, chamado Cidade das Personagens. Por fim, ainda hoje, Saramago e a mulher Pilar participam da entrega de um prêmio literário que leva seu nome, dedicado a novos autores.


Um resumo básico da obra é que ela vai explorar as incongruências bíblicas que muitos dizem ser a palavra de um ser complexo que criou algo super complexo que é o universo, esta complexidade e perfeição encontrada no universo não é encontrada na bíblia logo existe algo errado, ou na bíblia ou na criação do universo, não é possível que seja o mesmo deus.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Uma frase

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Uma frase muito interessante


Deus? Uma superfície de gelo ancorada no riso. Isso era Deus. Ainda assim tentava agarrar-se àquele nada, deslizava geladas cambalhotas até encontrar o cordame grosso da âncora e descia em direção àquele riso. (Hilda Hilst, “Com os meus olhos de cão”.)

É uma bela representação do que eu sentia quando acreditava em deus

Um mito a menos

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Leiam esta reportagem


http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,com-tecnicas-medievais-cientistas-criam-replica-do-sudario,446266,0.htm


O anuncio da reportagem é o seguinte


"Com técnicas medievais, cientistas criam réplica do sudário."



Aqui alem de termos um cacareco a menos dos religiosos, para ficar aporrinhando os cientistas. Mas o melhor da noticia é a prova de como pensam os cientistas e como pensam os religiosos, o Sudário foi descoberto pelos idos anos 1300 pelos templários, desde aquela época ele é reverenciado por milhões de católicos como prova cabal da ressurreição de Jesus, os cientistas pelo contrário não gostam de aceitar assim de cara uma coisa e depois de muito especular e pedir para o Vaticano uma chance de analisar o Sudário, em 1988 os cientistas conseguiram realizar um teste muito preciso chamado Teste do Carbono 14 pelo teste conseguimos saber com relativa precisão em que ano foi feito o Sudário, e adivinhem o que o teste nos falou? Isto que o sudário foi feito nos anos 1000 a 1300, justamente na época em que apareceu pela primeira vez, mas permanecia a duvida de como naquela época eles conseguiriam reproduzir aquele artefato. Mas na ciência o jargão utilizado pelos crentes que "Algo que não tem explicação só pode ser obra de deus" é (ainda bem) totalmente ignorado e depois de 20 anos de muitos testes e técnicas conseguiram reproduzir com técnicas medievais o mesmo Sudário. Isto é a ciência mais uma vez mostrando que existe uma explicação melhor, mais simples e verdadeira, mesmo com algo que faz 700 anos que é dito como verdadeiro e real.

Qual é a falsa e qual é a "original"?


Quando iremos nos livrar destas crendices populares de épocas mediáveis? E me pergunto se algo de 700 anos atrás era falso, algo de 2000 anos não poderia ser também?