terça-feira, 13 de abril de 2010

Uma Defesa a Fernando Henrique Cardoso - Parte - 01

Introdução ao Liberalismo

Porque parte da sociedade intelectual brasileira é contra a filosofia liberalista? No mundo inteiro, grandes pensadores que antes defendiam a filosofia de esquerda tanto marquixista quanto capitalista, com o tempo entenderam que não era natural ao estilo humano, o homem sempre foi um grande negociador, sempre foi capitalista, mas o capital corrompe, e por isto temos a democracia.

O humano é um consumista natural, mas será que a democracia do direito universal e o capitalismo conseguem dar acesso a alimentação, educação, moradia, saúde e segurança a toda população?

Para a democracia funcionar ela necessita de um estado uma figura que represente toda a nação que trabalhe em prol da manutenção desta união, para que de forma organizada possa manter o Estado. Encontramos diversos tipos de Estados no mundo, que seguem diversas filosofias, todas tentam encaixar o humano com o seu máximo intelectual, não desprezando classes em prol outras, igualando todos a um nível de vida com dignidade e liberdade.

Muitas dessas filosofias foram testadas, comparadas e evoluídas. Hoje encontramos nos estados mais fortes e desenvolvidos uma predominância natural da filosofia liberal, não só no sentido econômico, mas também humanitário, desvinculado de poderes paralelos, como igrejas.

Esta filosofia foi prioritariamente criada nos EUA e Inglaterra, nela se prega que o estado seja um mediador entre o povo e o capital, que seja rápido, ágil e capaz de cuidar de todas as áreas da sociedade de forma a garantir os acessos básico sem deixar que nenhuma parte extrapole seus direitos garantidos em uma constituição.

Neste caso o estado é somente um gerenciador a serviço do povo.

Sobre o Capital

O estado deve controlar as variáveis que viabilizem investimentos do capital privado em infra-estrutura, matérias, insumos e demais utilidades que visam suprir necessidades que o mercado demanda, cabe ao estado mediar e proporcionar campo e suporte para que este capital quando investido tenha efeito imediato e duradouro. Como este é o único atributo mercadológico do estado dele não é permitido medidas paliativas e de curto prazo, todas devem ser estudadas e apresentadas em planejamentos e projetos de longo prazo. É função do estado também controlar o “ecossistema capitalista” para que não haja nenhum tipo de sobressalto entre um campo e outro criando assim uma anomalia, onde um dos efeitos é a oferta sem poder de compra, ou o poder de compra sem oferta. E para gerir isto o estado cobra das empresas os impostos que alimentam o social.

Sobre o Social

Ao pavimentar o caminho para as industrias e controlando as suas diversas variáveis o estado deve pensar na sociedade, o trabalho do estado é garantir vida justa, igualitária e decente para cada membro desta sociedade, para isto deve prover, educação, saúde, segurança e moradia. Utilizando para isto os impostos que a indústria paga junto com os impostos pagos pela própria sociedade.

Conclusão

Com isto teremos um estado que não deve gerir empresas, não vai precisar investir pesado para manter estas empresas. Pois em um estado controlador de estatais ocorrem anomalias, como o caso da demanda de produtos e devido o caráter natural do estado gerir o dinheiro publico, existe uma latência grande para novos investimentos, pois a estatal é uma representação da sociedade e pode entrar em conflito com o interesse publico. E em um estado em que o governo cuida do mercado com suas empreas, ele pode se favorecer ou monopolizar os produtos, pois como não conseguira competir em velocidade de investimentos da empresa privada, ela irá oferecer produtos piores e mais caros que a empresa privada, forçando o governo a proibir empresas privadas de fornecer uma série de produtos, e isto pode travar o pais tecnologicamente. Pelo mesmo motivo da demora para novos investimentos existe a demora para ampliação imediata, pode haver falta de produtos e com capital escasso o Estado terá que aumentar os impostos da sociedade, para evitar a inflação, ou no caso de muitos governos para não se indispor deixa a inflação tomar conta da economia criando uma bola de neve, que trava o pais, pois se inverte o papel e a demanda extingue e assim a produção, gerando desemprego que enfraquece ainda mais o já falido consumo, jogando o pais de vez em um buraco que costuma ser muito difícil de sair. Assim sendo o Estado por ser representação de uma pluridade não pode gerir empresas.

Mas no liberalismo o estado é somente um gerente, ele recebera por impostos cobrados pela produção industrial privada, esta industria que tem capacidade independente poderá suprir o mercado ou inovar de forma espontânea deixando o pais tecnologicamente compatível com o mundo. Assim o Estado terá dinheiro suficiente para manter os recursos básicos para a população já que ele não precisará retirar da educação para salvar uma Estatal da falência, ou retirar da saúde para ampliar uma fabrica estatal. Isto é uma base racional do não funcionamento da máquina Estatal, se colocar aqui ainda a corrupção e ela existe em todos os países por mais desenvolvidos que sejam se torna impraticável qualquer tentativa de ter um Estado ativamente produtor.

Lógico que temos casos como a Petrobras, mas lembramos que ela é uma estatal com diretoria independente e com ações na bolsa, é o máximo que uma Estatal pode ser para existir de maneira a dar lucros, e é uma matéria de produção altamente lucrativa e rara.

Esta filosofia é bonita no papel e funciona em todas as grandes economias do mundo.

E o Brasil começou a seguir esta filosofia com FHC e ela esta tendo o efeito esperado e programado, mas muitos acham que é o Lula que esta trazendo isto para o Brasil o que está errado ele, o Lula só esta navegando no projeto do FHC e pior esta conseguindo estragar o que ele com muito esforço fez, Lula se esforça muito para estragar item por item o que o FHC conseguiu, mas felizmente a base criada pelo ex-presidente é sólida, mas tudo tem o seu limite e a base esta começando a trincar.

Lembremos que o pais não foi criado por decreto em 2002 com a posse do Lula. E vou mostrar porque alem de não ser mérito do Lula ele ainda não fez nada para o pais ser o que é hoje.


Parte 02


http://psoethe.blogspot.com/2010/04/uma-defesa-fernando-henrique-cardoso_14.html

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